Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O Governo da República Democrática do Congo afirmou nesta terça-feira (21/05) que há três cidadãos norte-americanos envolvidos na tentativa de golpe de Estado ocorrida no último domingo (19/05) e que acabou sendo impedida por ação das Forças Armadas locais.

O ataque foi realizado sob o comando do ex-militar Christian Malanga, que passou os últimos anos radicado nos Estados Unidos, de onde se mantinha como um dos líderes do Partido Congolês Unido.

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Além de Malanga, os outros integrantes do grupo golpista seriam militares opositores ao governo do presidente Félix Tshisekedi, e também três norte-americanos cujas identidades não foram divulgadas.

Segundo o porta-voz do governo congolês, Sylvain Ekenge, Malanga e outros cinco insurgentes foram mortos no confronto entre o grupo golpista e os militares que protegiam o Palácio da Nação, sede do Poder Executivo do Congo.

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Após o Exército congolês controlar a situação, mais de 30 insurgentes foram presos, incluindo os três cidadãos norte-americanos.

A Embaixada dos Estados Unidos em Kinshasa disse estar ciente de que “cidadãos norte-americanos podem ter estado envolvidos nos acontecimentos deste domingo”, mas alegou que poderiam ser “mercenários contratados”, e acrescentou que irá “cooperar com as autoridades locais nas investigações necessárias a respeito dos vínculos dessas pessoas”.

Ghanaweb
Grupo insurgente durante tentativa de golpe na República Democrática do Congo, que terminou em fracasso

A tentativa de golpe realizada neste domingo chegou a ser transmitida ao vivo pelas redes sociais do movimento liderado por Malanga. As imagens mostraram como ele e um grupo de seguidores militares tentaram invadir o Palácio da Nação, em algumas cenas, era possível ver soldados portando no braço bandeiras do Zaire, antigo nome do país e metralhadoras AK-47, e gritando a consigna “Félix fora”. Alguns desses insurgente também exibiam a bandeira dos Estados Unidos no peito.

A atual República Democrática do Congo manteve o nome de República do Zaire entre os 1971 e 1997, durante a ditadura do general Mobutu Sesse Seko.

Na segunda metade dos Anos 90, o país viveu uma guerra civil que terminou com a vitória da Aliança das Forças Democráticas pela Liberação do Congo (ADFLC, por sua sigla em francês), que levou à queda do regime e do ditador Mobutu.

Em 1998, já com o novo regime instalado, abandonou-se o nome de Zaire e foi adotado o que se utiliza até hoje: República Democrática do Congo.