Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
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A polícia de Washington, capital dos Estados Unidos, prendeu nesta quinta-feira (22/06) três ativistas pró-Cuba que tentaram se reunir no Capitólio com o senador Bob Menéndez, do Partido Democrata.

Pela manhã, três representantes do movimento Rede Nacional de Apoio a Cuba (NNOC, por sua sigla em inglês) ingressaram ao edifício sede do Poder Legislativo norte-americano com a intenção de entregar um manifesto ao parlamentar governista.

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O grupo era conformado pela pastora Gail Walker, diretora do movimento Pastores Pela Paz, ligado à Fundação Interreligiosa para a Organização Comunitária (IFCO, por sua sigla em inglês); Calla Walsh, co-diretora da NNOC; e Aleja Rincón, ligada à organização Code Pink, um coletivo de esquerda feminista e pró-LGBTQIA+.

Entre as demandas do manifesto estavam o fim das sanções econômicas contra o país socialista e, principalmente, a retirada de Cuba da lista de países qualificados pelo governo dos Estados Unidos como “promotores do terrorismo”.

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O texto também pedia que o senador se afastasse voluntariamente da Comissão de Relações Exteriores do Congresso norte-americano, instância da qual é presidente.

Polícia impediu que três pessoas conseguissem entregar carta ao senador Bob Menéndez; texto também pedia retirada do país caribenho da lista de ‘promotores do terrorismo’

Twitter / NNOC

Ativistas protestam na sala de espera do gabinete do senador democrata norte-americano Bob Menéndez, em Washington

O senador é considerado um dos principais obstáculos aos projetos para diminuir as sanções a Cuba, já que é do Partido Democrata, que ultimamente tem apoiado medidas de redução da hostilidade a Cuba. Assim, os votos contrários de Menéndez costumam formar maioria com a bancada do opositor Partido Republicano, tradicionalmente anti-cubano.

A assessoria do senador Menéndez – norte-americano de descendência cubana e representante do estado de Nova Jersey – não autorizou as ativistas a entrar no gabinete do senador. No entanto, o trio decidiu a aguardar a saída do congressista na sala ao lado, para entregar a carta a ele em mãos, situação que iniciou o conflito, já que os funcionários do gabinete exigiam que elas deixassem o prédio.

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A polícia local foi acionada e as três ativistas foram detidas e levadas a uma delegacia próxima, onde permaneceram por ao menos duas horas. Em seguida, foram liberadas após prestar depoimentos.

Em suas redes sociais, a NNOC afirmou que Gail, Calla e Aleja “foram detidas enquanto faziam um protesto pacífico, em um claro ataque aos seus direitos de livre manifestação. Felizmente, elas já estão livres e em condições de continuar lutando por Cuba”.

Uma das ativistas, Calla Walsh, publicou a seguinte mensagem em seus perfis nas redes: “Estamos livres! A polícia do Capitólio usou 20 agentes para prender apenas três pessoas que estavam sentadas pacificamente no gabinete do senador Menéndez, pedindo a ele que parasse de matar o povo cubano. Lembremos que os Estados Unidos são o verdadeiro estado policial e patrocinador do terrorismo. Chega de bloqueio! Vamos tirar Cuba da lista!”.