Domingo, 19 de abril de 2026
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Atualizada às 19h30

O diretor-geral do Conselho de Investigação de Acidentes da Organização de Aviação Civil do Irã, Hassan Rezaiefar, disse nesta sexta-feira (10/01) que o país irá abrir ainda hoje as caixas-pretas do avião Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines, que caiu próximo a Teerã na quarta-feira e matou todas as 176 pessoas a bordo.

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“As autoridades estão tentando acessar a caixa-preta hoje em um laboratório adequado no Aeroporto Mehrabad, em Teerã”, disse o diretor.

Ainda segundo Rezaiefar, os especialistas ainda devem checar se “é possível reconstruir e analisar as informações [da caixa-preta] dentro do Irã”.

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“Se o Irã falhar em extrair as informações, pediremos ajuda da Rússia, França, Canadá e Ucrânia para analisar a caixa-preta”, disse a organização à agência iraniana IRNA.

De acordo com o diretor-geral da organização, o Irã “tem acordos com a Rússia e a França para extrair e analisar dados da caixa-preta”.

'Autoridades estão tentando acessar a caixa-preta hoje em um laboratório adequado em Teerã', disse o diretor-geral do conselho de acidentes da Aviação Civil do Irã

Tasnim

Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines caiu próximo a Teerã na quarta-feira e matou todas as 176 pessoas a bordo.

O anúncio vem após o governo do Irã classificar como “ridículas” as especulações levantadas por governos e jornais ocidentais sobre a possibilidade de um míssil iraniano ter atingido o avião ucraniano que caiu em Teerã.

O general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas, descreveu as acusações como parte da “guerra psicológica” dos norte-americanos e disse que essas versões são “ridículas”. 

“Todos esses relatos são uma guerra psicológica contra o Irã”, disse o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabiei, na quinta-feira (09/01).

O chefe da Organização da Aviação Civil iraniana, Ali Abedzadeh, também negou a versão do míssil e disse que “se o avião tivesse sido atingido por um míssil, a área, na qual as suas peças estavam espalhadas, seria muito grande, mas todas as peças estavam no mesmo lugar”.

Ainda na noite de quinta-feira, o Irã convidou a Boeing e representantes de todos os países que tiveram cidadãos mortos no acidente para que participem das investigações.

“Todos os países dos cidadãos que estavam a bordo do avião podem enviar representantes e instamos a Boeing a enviar o seu representante para se juntar ao processo de investigação da caixa-preta”, anunciou Ali Rabiei.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (10/01), o presidente da Organização de Aviação Civil Iraniana, Ali Abedzadeh, voltou a rejeitar a alegação dos EUA  de que um míssil tenha acertado Boeing 737-800, que caiu em Teerã na última terça-feira (07/01) com 176 pessoas, entre tripulantes e passageiros.

 “Uma coisa é certa, este avião não foi atingido por um míssil”, afirmou Ali Abedzadeh. “A aeronave estava voando por mais de um minuto e meio depois de pegar fogo”, disse o presidente da organização embora “não seja correto cientificamente que foi atingido por algo”.

 O oficial também negou alegações dos EUA de que mísseis iranianos tenham acertado o voo. “Se os políticos dos EUA receberam dados sobre a queda do avião ucraniano, eles devem declará-los ao mundo através da ICAO (International Civil Aviation Organization, na sigla em inglês)”.

 

*Com Sputnik