A posse de Javier Milei como presidente da Argentina acontece no domingo (10/12), mas quem assume na verdade, segundo analistas políticos, é o ex-presidente Maurício Macri.
Ele já havia emplacado dois nomes nos futuros ministérios de Milei, sendo Patricia Bullrich, como ministra da Segurança, e Luis Caputo, na Economia. Ambos ocuparam ministérios também com Macri.
O terceiro nome ligado ao ex-presidente foi anunciado na terça-feira (06/12): Santiago Bausili será presidente do Banco Central da República Argentina.
Bausili ocupou com Macri as posições de subsecretário da Fazenda entre 2016 e 2017 e depois de secretário da Fazenda até 2019.
Com outro nome ligado ao mercado (Bausili já trabalhou no Deutsche Bank e JP Morgan), os planos de dolarização e fechamento do BC pelo presidente eleito ficam cada vez mais distantes.
Com isso, mais uma vez, Milei contraria seus eleitores – ainda que tenha adotado um tom mais ameno e negociador do que se esperava -, indicando que o confronto com a velha política que tanto condenou ficou no período eleitoral.

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Com nomeações ligadas a Macri, planos de dolarização e fechamento do BC pelo presidente eleito ficam cada vez mais distantes
O jornal argentino Clarín divulgou parte do pacote que pode ser lançado por Milei no próximo domingo. São ao menos trezes medidas que se encontravam em um memorando que vem sendo elaborado. Entre as propostas consta a proibição do Banco Central de emitir e financiar o Tesouro, assim como a intenção de cortes em serviços públicos e congelamento de despesas.
No desenho inicial que circulou pela imprensa argentina as medidas estavam da seguinte forma: