Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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Manuel Zelaya está em El Salvador. E pela segunda vez no espaço de uma semana, foi expulso de Honduras, depois de milhares de manifestantes e jornalistas assistirem à sua tentativa de retorno dando voltas por sobre o céu de Tegucigalpa em um pequeno avião. Como resultado do caos, uma pessoa morreu – Isis Obed Murillo Mensías, um jovem de 19 anos, simpatizante do presidente deposto. 



Manifestantes pró-Zelaya tentam entrar no aeroporto de Tegucigalpa – Gustavo Amador/EFE (05/07/2009)

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“Apelo às Forças Armadas de Honduras que baixem seus rifles”, declarou Zelaya em entrevista coletiva em São Salvador, ontem (5), junto aos presidentes da Argentina, Cristina Fernández; Equador, Rafael Correa; Paraguai, Fernando Lugo; e El Salvador, Mauricio Funes. A Polícia hondurenha disse que averiguará os incidentes registrados.

Havia todos os elementos para que o domingo fosse um dia positivo na capital hondurenha. Dezenas de milhares de pessoas haviam participado de uma enorme passeata a favor de Zelaya, que teve como último ponto o aeroporto internacional de Toncontin, para a recepção do presidente. Às 15h locais (19h em Brasília), os sindicatos e movimentos sociais conseguiram estabelecer um canal de diálogo com a polícia e por meio dela, com o Exército.

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Em vários momentos os líderes do movimento em apoio a Zelaya pediram aos manifestantes que aplaudissem a polícia, porque, segundo as palavras de alguns deles, “eles são como nós e estão nos ajudando a manter a paz”.

Por volta das 15h30, uma multidão aguardava Zelaya ao redor do aeroporto, sem registro de qualquer incidente ou ato de violência. Em meia hora, tudo mudou.

Um grupo de cem pessoas se aproximou demais da pista do aeroporto. E alguns soldados do Exército começaram a disparar sem serem provocados. 

Imagens dos disparos:

Alfredo De Lara, repórter da Al Jazeera, gravou a cena em sua câmera e comprovou que o tiroteio não foi incitado por nenhum manifestante. O jovem Isis Mensías, 19, morreu, após ser atingido na nuca.

O golpe de Estado de 28 de junho teve um desenrolar trágico. Se respira uma atmosfera obscura nas ruas de Tegucigalpa; o país está cansado, cheio de incertezas, com medo do toque de recolher – que foi estendido para as 06h30 – e da repressão do Exército.

Na opinião de muitos, Roberto Micheletti esta levando Honduras rumo a uma crise política, econômica e principalmente social, da qual o país não sairá ileso. 

Manuel Zelaya é impedido de retornar a Honduras

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