Sábado, 6 de dezembro de 2025
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A ex-chanceler do Equador e ex-presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, concorrerá com Luis Almagro ao posto de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). A informação foi confirmada pelo embaixador de Antígua e Barbuda na OEA, Roland Sanders nesta sexta-feira (22/11) em entrevista à agência AFP.

Segundo o diplomata, representações de outros países estariam apoiando a equatoriana para a chefia do órgão internacional, mas que ainda não manifestaram publicamente a opção. “Meu governo e vários outros tomaram essa decisão. Neste momento, prefiro não falar por eles”, disse Sanders.

O prazo final para apresentação de candidaturas para a secretaria geral da OEA vence no dia 15 de dezembro e a votação, que acontecerá em março de 2020, será definida por uma maioria simples de 18 votos.


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De acordo com Sanders, o apoio de seu país a Espinosa se deve ao fato de seu governo considerar que Almagro tem sido uma “figura divisionista” na chefia do órgão e que o uruguaio não trabalha para construir consenso entre os membros, o que considera ser a principal função do cargo.

Ex-chanceler do Equador, Espinosa pode vencer o atual secretário-geral Luiz Almagro, conhecido por apoiar investidas diplomáticas contra a Venezuela

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Ex-chanceler do Equador, Espinosa pode vencer o atual secretário-geral Luiz Almagro

“Almagro é um homem de opiniões muito fortes e parece que não consegue subjugar sua opinião pessoal pelo bem da região”, disse o embaixador. 

Além disso, Sanders destacou a experiência de Espinosa à frente da presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas e afirmou que “ela tentou construir consensos entre todos os países e tinha um trabalho muito mais difícil”.

Ex-chanceler do Uruguai durante o governo de José “Pepe” Mujica, Luiz Almagro tem fornecido apoio aos governos de direita da América Latina em investidas diplomáticas contra Venezuela, Cuba e Nicarágua. Em 2018, o atual secretário-geral da OEA chegou a ser expulso da Frente Ampla uruguaia, coalizão de esquerda que governo o Uruguai desde 2005, por ter apoiado uma intervenção militar para destituir o presidente venezuelano Nicolás Maduro.