Quinta-feira, 12 de março de 2026
APOIE
Menu

Entidades como a Assembleia Internacional dos Povos (AIP), Articulação de Povos Indígenas do Brasil (APIB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras, assinaram um documento público conjunto que pede liberdade para o ativista Julian Assange. 

O texto, encaminhado às autoridades diplomáticas e consulares do Reino Unido e dos Estados Unidos e às autoridades legais e políticas responsáveis pelo julgamento de Assange, destaca que o fundador do Wikileaks está preso por expor ao mundo civis mortos por “bombas e drones do império norte-americano” no Afeganistão e Iraque. O texto também pede que ele não seja extraditado para os Estados Unidos, onde pode ser condenado a até 175 anos de prisão.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A detenção de Assange na prisão de segurança máxima de Belmarsh, nos arredores de Londres, completou três anos no dia 11 de abril. Antes disso, ele ficou de 2012 até 2019 na Embaixada do Equador em Londres até ter seu asilo revogado pelo então presidente equatoriano Lenín Moreno.

Os Estados Unidos pedem a extradição desde o governo de Donald Trump, em um processo que continua com o atual presidente Joe Biden. O jornalista sofreu derrotas no judiciário britânico e, de acordo com o WikiLeaks, no dia 20 de abril terá sua extradição autorizada pelo sistema de justiça. 

Mais lidas

Jornalista do WikiLeaks está detido há três anos em prisão de segurança máxima e pode ser extraditado aos Estados Unidos

Flickr/ Alisdare Hickson

Detenção de Assange na prisão de segurança máxima de Belmarsh completou três anos no dia 11 de abril

A decisão sobre enviar Assange aos Estados Unidos, onde enfrenta acusações que podem significar a prisão perpétua, caberá, então, à Secretária do Interior do governo britânico, Priti Patel.

“Se não fosse Assange e o WikiLeaks, não teríamos ideia de quantos civis afegãos, iraquianos e iemenitas foram mortos pelas bombas e drones do império norte-americano, que pensavam que ao matá-los em terras distantes teriam total impunidade. Enquanto estes crimes contra a humanidade ficam impunes, Julian Assange sofre uma terrível punição por ousar expô-los ao mundo. O processo judicial contra ele é um exemplo do uso político de instituições estatais contra o interesse geral”, diz a carta.

O texto ainda destaca que o objetivo da extradição é “impedir por intermédio do terror a publicação de qualquer informação que o governo norte-americano queira manter escondida, independentemente da nacionalidade do autor, local de publicação ou interesse público envolvido na questão”.