Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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A vice-presidenta da Venezuela, Delcy Rodríguez, participou nesta quinta-feira (15/06) do Foro Econômico Internacional que ocorre em São Petesburgo, na Rússia. Rodríguez destacou o papel do Brics na economia mundial e falou sobre a possibilidade de realizar transações petroleiras em outras moedas que não sejam o dólar.

“Por que devemos negociar no mercado petroleiro só com uma moeda que apenas representa um quinto do total do comércio internacional de energia?”, questionou. 

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A vice-presidente citou como exemplo as declarações dadas pelos presidentes Nicolás Maduro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a visita do mandatário venezuelano ao Brasil, na qual ambos cogitaram criar iniciativas para escapar da hegemonia do dólar.

“Começamos a ver países árabes, países do Golfo, que começam a vender seu petróleo e seu gás em moedas distintas ao dólar”, afirmou.

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Rodríguez também classificou como uma “tarefa fundamental” a criação de “novos canais de pagamentos diferentes da rede criada pelo SWIFT norte-americano” – o sistema de transações parou de funcionar na Rússia em represália do Ocidente após o início da guerra na Ucrânia. Por isso, Moscou e Pequim começaram a sugerir a possibilidade de utilizar mecanismos alternativos.

Sanções e pagamentos

Desde que os Estados Unidos endureceram as sanções contra a indústria petroleira da Venezuela, o país enfrenta diversas dificuldades para receber e realizar pagamentos no exterior. 

O bloqueio de contas internacionais relacionadas a negociações que envolvem a PDVSA, empresa estatal venezuelana, se tornaram ainda mais frequentes e obrigaram Caracas a buscar formas alternativas de pagamentos, como o uso de criptomoedas ou o envolvimento de terceiros nas transações.

As sequelas desses obstáculos vieram à tona nos últimos meses quando o Ministério Público venezuelano começou a investigar um suposto escândalo de corrupção na PDVSA. Segundo as autoridades, um grupo de funcionários da empresa teria desviado verbas provenientes de recursos petroleiros e comprado criptoativos para ocultar a origem desses fundos.