Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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A governadora reeleita no Rio Grande do Norte pelo PT, Fátima Bezerra, credita a vantagem eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste ao passado de inclusão social promovido pelos governos petistas, mas também a políticas presentes, que garantem maiores níveis de segurança alimentar na região, em contraste com a fome e a miséria vigentes sob o governo de Jair Bolsonaro. 

“O passado faz uma diferença muito grande e pesa muito. É o que decide a posição do povo nordestino de se manter firme na resistência e na luta”, afirmou, em entrevista ao jornalista Breno Altman, no programa 20 MINUTOS desta quinta-feira (06/10).

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Reconduzida ao cargo no domingo (02/10),  com 58,31% dos votos válidos, Bezerra sancionou e cumpre lei estadual pela qual ao menos 30% das compras do governo devem ser oriundas da agricultura familiar ou da economia solidária. 

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Inspirada em políticas das gestões petistas na Presidência, destina essa produção alimentícia às escolas públicas, ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao sistema prisional.

“Mesmo com toda a epidemia de fome no nosso país, motivada pelo governo que aí está, o Rio Grande do Norte tem a maioria da população em segurança alimentar, 51,2%. É o primeiro do Nordeste e o quarto do país”, diz.

Contrastando passado petista e presente bolsonarista, a governadora cita o abandono, pelo atual presidente, de programas de geração de emprego, valorização do salário mínimo, estímulo aos pequenos agricultores e construção de cisternas, particularmente no Nordeste: “é muito consolidada a imagem que o povo do Nordeste tem dos governos do PT. Isso não é fantasia, é a realidade que a gente viu em casa, no sítio ou na cidade onde a gente mora”.

Governadora reeleita do Rio Grande do Norte diz região se destaca com maior percentual de segurança alimentar em meio à tragédia social bolsonarista; veja vídeo na íntegra

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fátima Bezerra credita a vantagem eleitoral de Lula no Nordeste ao passado de inclusão social promovido pelos governos petistas

Ponto decisivo para a solidez da rejeição a Bolsonaro no Nordeste, segundo ela, é o tratamento que os governos estaduais progressistas da região deram à pandemia de covid-19. No Rio Grande do Norte, a governadora afirma ter feito exatamente o contrário do que o presidente pregava. 

“Fomos à luta. Contratamos 5.500 funcionários da saúde, dos quais 2.800 estão hoje efetivados. Graças a Deus, salvamos cerca de 16 mil vidas no estado.” Outro índice de desenvolvimento dá conta de que o Rio Grande do Norte era o estado mais violento do Brasil em 2018 e em quatro anos se tornou segundo colocado em redução da violência. 

Para o segundo mandato, Bezerra promete dar prioridade máxima à educação, combatendo a exclusão digital que penalizou os estudantes potiguares na adoção do ensino remoto durante a pandemia.