Terça-feira, 21 de abril de 2026
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O candidato à Presidência do Equador pela coalizão de esquerda União pela Esperança (Unes), Andrés Arauz, denunciou seu rival de direita, Guillermo Lasso, de conduzir o que chamou de “campanha suja” contra sua candidatura.

“A campanha suja de Guillermo Lasso está sendo financiada com o fruto de milhões de equatorianos do Banco de Guayaquil”, disse Arauz em postagens nas redes sociais nesta última semana.

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Os dois se enfrentam no segundo turno das eleições presidenciais que ocorrem no próximo domingo (11/04). Arauz, que venceu o primeiro turno do pleito, disse que não entrará na “campanha suja” de Lasso, afirmando que estava desmentindo “grosseiras que foram difundidas nas redes sociais e que afetam os equatorianos”. 

“Aqui necessitamos promover ideias, debates e propostas para o povo equatoriano que está passando por uma crise econômica e sanitária por conta da pandemia da covid-19”, afirmou. 

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Após o candidato correísta acusar “campanha suja” de Lasso, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador, Diana Atamaint, lamentou nesta terça-feira (06/04) o aumento da circulação de “informações falsas”. 

'Campanha suja de Guillermo Lasso está sendo financiada com o fruto de milhões de equatorianos do Banco de Guayaquil', disse candidato pelo Unes

Reprodução

Andrés Arauz (centro) venceu o primeiro turno do pleito e disse que não entrará na ‘campanha suja’ de seu rival

Para Atamaint, a condução de “campanhas sujas” no país não são somente ataques contra os candidatos que disputam a segunda volta, mas também “desinformações que causam danos à transparência da organização e do processo eleitoral”.

Segundo turno

O CNE confirmou oficialmente no final de fevereiro os candidatos Arauz e Lasso no segundo turno das eleições presidenciais do país. 

Com todas as urnas apuradas, Arauz obteve 3.033.753 votos, 32,72%, se confirmando como vencedor do primeiro turno. Lasso, por sua vez, teve 1.830.045, 19,74%, enquanto Yaku Pérez, do partido indígena Pachakutik, recebeu 1.797.445 votos, 19,38%, permanecendo em terceiro lugar.

Candidato pelo partido indígena Pachakutik, Pérez chegou a liderar a disputa pela segunda vaga em momentos da apuração, mas perdeu a vantagem para Lasso na última semana. 

Mesmo sem apresentar provas, Pérez afirmou que houve fraude nas eleições e pediu recontagens ao conselho. Arauz, candidato de esquerda apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa, foi o único que esteve confirmado no segundo turno desde que a apuração iniciou.