Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
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Delegações do governo da Colômbia e do Exército de Libertação Nacional (ELN) instalam nesta segunda-feira (21/11) uma nova mesa de diálogos em Caracas, capital venezuelana, com o intuito de avançar em um processo de paz.

As partes buscam reiniciar o processo de negociações que foi suspenso em 2018 pelo então presidente colombiano Iván Duque. No entanto, com a eleição de Gustavo Petro, o governo impulsionou a volta das conversas, a fim de acordo.

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O diálogo entre as representações se mantêm desde agosto, tendo a Venezuela, Cuba e Noruega como países garantidores desses encontros. 

Por parte da Colômbia, o chefe da equipe negociadora é o escritor e cientista político Otty Patiño, que também é um ex-guerrilheiro – formou parte do M-19, mesma organização à qual pertenceu o atual presidente da Colômbia. Enquanto que, do outro lado, a delegação do ELN será encabeçada por Israel Ramírez Pineda, conhecido como Pablo Beltrán. 

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Segundo o diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz (Indepaz), Camilo González Posso, essa rodada de conversa é a sexta tentativa de negociações com o ELN nos últimos 30 anos. 

Partes buscam reiniciar o processo de negociações que foi suspenso em 2018 pelo então presidente colombiano Iván Duque

Wikimedia Commons

Negociações foram retomadas com a chegada de Petro na Colômbia

Para ele, no encontro, existe um “novo contexto político nacional e internacional”, afirmando que há na Colômbia uma maioria que espera uma “paz total” no país. “Então é isso que transforma a expectativa em esperança”, disse.

Suspensão das ordens de captura

Na sexta-feira (18/11), o Ministério Público da Colômbia oficializou a suspensão das ordens de captura contra 17 pessoas (11 homens e seis mulheres) ligadas ao ELN.

A decisão teve abrangência nacional e internacional. Ou seja, tanto as autoridades policiais e judiciais colombianas, quando a Polícia Internacional (Interpol), receberão ordem de cumprimento estrito e imediato dessa determinação.

O objetivo da medida é permitir que os envolvidos participem das reuniões em que os representantes da organização guerrilheira e uma delegação do governo colombiano tentarão selar um acordo de paz.

(*) Com Telesur.