Segunda-feira, 16 de março de 2026
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O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou nesta quinta-feira (17/10) que chegou a um acordo com o mandatário da Turquia, Recep Tayyp Erdogan, para cessar a ofensiva os curdos no nordeste da Síria.

Durante coletiva de imprensa, Pence explicou que a medida, com duração de 120 horas, prevê a evacuação dos combatentes curdos da “zona de segurança”, na fronteira entre os dois países, disputada por Ancara.

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“Nossa administração já está em contato com as forças de defesa da Síria e nós já começamos a facilitar a retirada segura da zona de segurança”, afirmou o vice-presidente norte-americano.


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Segundo Pence, a Turquia suspenderá suas ações militares na região para permitir que a milícia curda, o YPG, retire suas forças de uma área de 32 quilômetros. Ao todo, o grupo terá cinco dias para evacuar o local.

O acordo foi firmado entre Erdogan e Pence, durante uma reunião em Ancara, que também contou com a presença do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

Segundo vice-presidente dos EUA, Turquia suspenderá suas ações militares na região para permitir que a milícia curda, o YPG, retire suas forças de uma área de 32 quilômetros

Wikicommons

Turquia suspenderá suas ações militares na região para permitir que a milícia curda, o YPG, retire suas forças de uma área de 32 quilômetros

Pence ainda ressaltou que as tropas turcas retomarão a operação quando os curdos deixarem a região. Além disso, os dois países chegaram a um acordo de que ambos têm como objetivo derrotar o grupo Estado Islâmico (EI).

Minutos antes do anúncio, Trump agradeceu Erdogan em uma publicação no Twitter e disse que, com a medida, “milhões de vida serão salvas”.

A ofensiva no nordeste da Síria começou em 9 de outubro, após a decisão dos Estados Unidos de retirar suas tropas da região, apesar de o país ter financiado as Forças Democráticas da Síria (SDF) para derrotar o EI na Síria.

Mais cedo, as autoridades de Rojava, região autônoma controlada pelos curdos no nordeste da Síria, acusaram a Turquia de usar armas químicas de fósforo branco e napalm em sua incursão militar na região, especialmente na cidade de Ras al Ayn, na fronteira entre os dois países.

*Com ANSA