MALCOLM X: LUTA NEGRA RADICAL

Uma das mais importantes referências do movimento negro norte-americano, Malcolm Little nasceu em Nebraska, nos EUA, em 1925. 

Sua vida e trajetória foram marcadas por desafios familiares acompanhados de luta e resistência contra as principais contradições da sociedade norte-americana no século XX. 

Acredita-se que o grupo racista Black Legion tenha sido o responsável pelo assassinato. 

Seu pai, um pastor batista militante do movimento negro, é morto quando o revolucionário tinha apenas seis anos.

Apesar das dificuldades na infância, Malcolm foi um bom aluno até o ensino médio, quando ouviu de um professor que seu sonho de ser advogado não era razoável para uma “pessoa de cor”.

Abandona a educação formal e, aos 21 anos, se muda para o Michigan, onde é preso por roubo, em 1946, condenado a 10 anos de cárcere.

Na prisão, tem contato com o islamismo e adere ao movimento Nação do Islã, quando passa a adotar o "X", que simboliza um sobrenome africano perdido no passado.

Em 1950, envia uma carta ao presidente Harry S. Truman condenando a guerra à Coreia e declarando-se comunista.

Nesse contexto, o ativista se torna também um crítico do “sonho norte-americano”. 

"Eu não vejo nenhum sonho, eu vejo um pesadelo norte-americano” 

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Como integrante da Nação do Islã, Malcolm X chega a advogar pela completa separação da população negra dos EUA da branca. 

Em 1964, deixa a organização, rompendo publicamente com sua principal liderança, Elijah Muhammad. 

Após o rompimento, Malcolm X se aproxima da luta pelos direitos civis liderada por Martin Luther King, com posições mais radicais.

Em abril de 64, o ativista discursa ao Senado defendendo a luta armada caso afro-americanos não tivessem acesso aos mesmos direitos que o resto da sociedade.

É em fevereiro de 1965 que Malcolm X foi assassinado por um integrante da Nação do Islã que não aceitava suas críticas ao movimento.

Liderança revolucionária e antirracista, Malcolm X legou uma radicalidade combativa e trajetória que se tornaram referências para os movimentos negro e de libertação nacional no mundo.

Seu legado não é apenas teórico ou prático, mas também simbólico.

Desenvolvimento: Duda Blumer

Texto Original: Haroldo Ceravolo Sereza

Fotos: Flickr, Wikicommons e ilustração de Fernando Carvall

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